Criatividade ²
fatores prioritários.
Rui
Santo.
Para
o crescimento e fortalecimento da capacidade criativa, há alguns fatores que devem ser
considerados, por quem deseja apresentar soluções mais abrangentes.
Não
me refiro aqui aos 20% das pessoas, habitualmente criativas, nem tão pouco aos outros
20%, resistentes a qualquer tipo de inovação.
O
objetivo é o desenvolvimento dos 60% restantes, atrofiados na sua propensão criativa que
todo ser humano possui.
Para esses 60%, não importa estar ou não estar criativo. O que importa é que, através de metodologia adequada, podem chegar a produzir resultados tidos como muito criativos, mesmo quando comparados aos que têm essa habilidade, plenamente desenvolvida.
O
primeiro fator prioritário é desbloquear-se mentalmente. Condição inicial a
criatividade, é como abrir a tampa da panela de pressão. O espraiamento da percepção
é imediato, como o vapor que se propaga de dentro da panela, ato contínuo á abertura,
tomando todos os espaços, incontrolavelmente.
O
efeito mais importante do desbloqueio mental,
é
a impossibilidade de segurar a ampliação da percepção Rui
Santo.
A
menos que você queira bloqueá-la de outra maneira. Acontece...
A
percepção é o segundo fator prioritário, como elemento condicional à identificação
de oportunidades de negócios, de lacunas de lideranças, de espaços para esgueirar-se
evitando enfrentamentos em negociações, de visualização de necessidades decorrentes de
inovações atuais, ainda não identificadas, embarcando no vácuo delas, mas também
adicionando mais valor as mesmas, entre muitos outros aspectos que uma
percepção desenvolvida pode iluminar.
O
que nós não percebermos, dificilmente vamos agir para encontrar alternativas. O
turvamento da percepção conduz ao comodismo da situação. Não se vê a ocasião,
própria à ação.
Quando
muito, identificamos problemas, limitado às causas imediatamente anteriores. Corrigimos
as causas para continuar tudo como está, garantindo a repetição do efeito, mas também,
nos impedindo de estende-los.
Dê
um lápis para um matemático e ele começa a fazer contas. Dê outro para um desenhista e
ele vai desenhar. Ambos fragmentados, encapsulados dentro de seus cercadinhos mentais,
digo conhecimentos e habilidades.
Se
o matemático colocasse cores e formas nos números, poderia se aproximar dos desenhos de
Leonardo Da Vinci, na ampliação do ângulo de visão da
Mona Lisa.
E
o desenhista poderia imaginar uma numeração por cores, em formas e dimensões diversas:
1 = azul, 2 = vermelho, 3 = verde, 4 = amarelo, 5 = roxo, ...
Embora
a lógica possa ser mantida, a expressão dela poderia ter resultados como:
?
+ !
= Z
ou #
&
+ % $ = } {
Entendeu?
Então calcule: & + X
i
=
Continue
e divirta-se, buscando uma formula de matemática para colorir...
MAS...
Mas resolver ou não essa questão, não significa que você está ou deixa de
estar criativo. Certamente sua percepção pode estar bem habilitada, no entanto, é
preciso aprender e praticar as outras fases do processo criativo.
O tamanho, a forma ou a cor dos
desenhos, certamente desenvolve a percepção visual, mas o que se pode afirmar
é que há ferramentas muito mais amplas e práticas a ser trabalhadas com adultos, que
pode conduzi-los mais rapidamente, ao nível de capacidade de inovação que desejem, os
quais por sua vez, também produzem sinapses cerebrais.
O
psicólogo C. Gayarsa afirma: O olhar é o primeiro sentido que bloqueia os outros.
Mas
percepção, não é só visual. A técnica
dos cinco sentidos a bússola da criatividade que desenvolvi e
pratico desde 1998 em treinamentos, abrem espaço para a produção de sinapses pelos
demais sentidos, como aliás, fazem os deficientes físicos.
Considere
que, em princÍpio,
dispomos de cinco sensores para captar e inserir
no cérebro o que quisermos, mas também, para expressar o que temos em mente.
Utiliza-los de maneiras diferenciadas, conscientemente e
simultaneamente, pode torna-lo mais criativo e enriquecer as comunicações interpessoais,
tirando-o do bloqueio do olhar e enriquecendo a percepção dos outros
sentidos. As suas e de seus interlocutores.
De aplicação muito simples, a técnica
dos cinco sentidos a bússola da criatividade, indica a cada um, onde está limitado e quais as
alternativas que dispõe para inovar no cotidiano, em produtos, serviços, relacionamentos
pessoais, profissionais ou mesmo, reativar relacionamentos íntimos, sinalizando as
ações pelos nossos cinco sentidos. Aplicável com adultos ou crianças, identifique um sentido e busque a
resposta, objetivamente.
Assim, trabalhos para a ampliação da capacidade criativa dos colaboradores
corporativos, precisam passar, necessariamente, por estes dois fatores
prioritários desbloqueios mentais e percepções, embora não os únicos.
CRIA = ATIVA + A +
MENTE,
"_______________Rui
Santo.
MEXA-SE:
Se você aprovou
esse texto, por favor, fale bem e envie agora para seus amigos. Se você
não aprovou, fale melhor ainda e envie já para seus inimigos. Mas mexa-se para um
lado ou para outro. Ficar parado é o que há de pior para a criatividade.
Rui
Santo é Eng. Sr. Internacional, Prof. de criatividade MBA/PECE/USP Gestão e
Engenharia de Produto, artista plástico, autor de várias técnicas de criatividade,
qualificado pela OMPI / ONU para a Propriedade Intelectual, consultor em criatividade /
inovação e palestrante em empresas e eventos. E-mail:
ruisanto@uol.com.br