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Implantação do ROI (Return on Investment) - Um Case FÁBIO FREZATTI 1. INTRODUÇÃO Os indicadores de longo prazo utilizados no desenvolvimento do plano estratégico da organização têm por função monitorar a sua missão. Devem indicar se a organização é saudável, se está melhorando, estável ou piorando nos intervalos de tempo em que ela considera adequados. Contudo, podem proporcionar distorções ao processo decisório quando indicam de maneira dúbia o estado da organização. O indicador financeiro de longo prazo permite monitorar os vários elementos, servindo de elo entre o plano estratégico e o orçamento anual. No seu sentido mais atual, outros indicadores não-financeiros são encontrados, dentre eles, o market share, sendo que, em algumas oportunidades, a hierarquia entre eles se constitui em questão de discórdia entre os executivos das organizações. De qualquer forma, na definição de objetivos de longo prazo, ao menos um indicador financeiro deve ser estabelecido pelos executivos, a fim de proporcionar condições de monitorar o desenvolvimento das operações sob a perspectiva de unificação do entendimento dos eventos econômicos. Aqui será tratado o Retorno sobre o Investimento, conhecido como ROI (Return on Investment). 2. CARACTERÍSTICAS DO INDICADOR FINANCEIRO DE LONGO PRAZOVárias técnicas estão disponíveis e são citadas na literatura como potenciais adequados indicadores financeiros de longo prazo. Carleton e Davis, em obra coordenada por Ansoff, (1977:157-172) discutem os vários indicadores, no caso o Retorno sobre o Investimento, Lucro por Ação, Índice P/L e mesmo um modelo com ponderação de vários indicadores. Contudo, nesse sentido, é muito importante separar o indicador que pode e deve ser utilizado como instrumento de avaliação de desempenho daquele que permite a análise de investimento e, posteriormente, o mesmo instrumento passa a ser também utilizado na avaliação de desempenho. Neste artigo, a utilidade do instrumento tem a avaliação de desempenho como foco principal. Steiner (1979: 165) considera que o indicador de longo prazo passível de ser utilizado no processo de planejamento estratégico deve levar em conta os seguintes quesitos:
O ROI é citado por Rappaport como o mais utilizado pelas empresas americanas cobertas pela revista Fortune (1998:13). Existem várias formas de calcular a taxa de Retorno sobre o Investimento, sendo que a ótica do acionista foi escolhida para esta análise. Cálculo Calculado a partir das informações gerenciais da organização, levando em conta a abordagem do retorno dos acionistas (base Patrimônio Líquido), sendo que a mecânica de cálculo é a seguinte:
Pontos fortes No que se refere aos pontos fortes, destacam-se: Relativa simplicidade de cálculo e entendimento O cálculo do retorno sobre o investimento consiste em um subproduto das informações contábeis gerenciais, não requerendo ajustes adicionais, o que facilita o entendimento e a rapidez para seu cálculo; Relacionamento entre giro, alavancagem e margem Consiste na decomposição da fórmula de Du Pont, a qual permite identificar as razões do retorno, bem como as origens da sua variação; Possibilidade de referencial setorial para análise, dada a disponibilidade de informações A cálculo do retorno sobre o investimento pode ser reproduzido pelas organizações, desde que estejam disponíveis as demonstrações contábeis do período. Dessa maneira, quer seja para a análise interna, quer seja para análise de uma outra organização, na busca de benchmarking, é possível efetuar o cálculo. Limitações Dentre as várias levantadas por Rappaport, algumas são destacadas:
O risco não considerado na avaliação
O Retorno sobre o Investimento só captura um exercício na avaliação 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os aspectos relacionados por Steiner são amplamente atingidos pelo ROI em termos de desempenho. Contudo, as pesquisas continuam sendo desenvolvidas no sentido de prover aperfeiçoamentos que possam sanar/diminuir as limitações apresentadas pela abordagem. |