SOCORRO, MEU MARIDO ESTÁ DESEMPREGADO!
Leila Navarro
Consultora do INSTITUTO MVC
Em plena saúde profissional, com um ótimo salário, elogiada pela competência e
criatividade, procurada até por empresas no exterior, Marta enfrentava um dilema: seu
marido estava desempregado. Sentir-se culpada? Recusar propostas interessantes e se
solidarizar a ele?
Pode parecer estranho, mas é o que acontece com muitas pessoas. O boicote emocional é
tão comum, porque o mundo mudou de tal forma, que profissionais bem qualificados costumam
aceitar trabalhos inferiores à sua capacidade por medo de morrer na praia, esquecido pelo
mercado. Se sua mulher ou marido estão em posição privilegiada, esse profissional vai
arrasar com sua auto-estima, levando em grande parte a auto-estima do companheiro. Esse
acabará achando que também não merece, porque precisa estar à altura, ficando muito
aquém de suas reais possibilidades.
Marta, aos poucos, tornou-se apática e desmotivada, porque acreditava que, assim, Roberto
se sentiria melhor. Pele seca, cabelos fracos, alergias pelo corpo. Esse foi o saldo por
acompanhar o marido nas agruras profissionais.
Por que muitos executivos não conseguem ganhar o dinheiro de que gostariam? Pode perceber
que 100% deles, pensam como Marta: "Tenho que me equipar a meu cunhado, a meu irmão
e à minha família." Se alguém lhe perguntar quanto você aceita ganhar, a resposta
imediata será uma quantia bem inferior a que ele julga justa, mas, por vergonha ou falta
de autoconfiança, não aceita a soma com a qual estaria satisfeito.
Ao contrário do que muita gente pensa, o fato de que postos de trabalho são artigos
escassos não significa que você tem que aceitar qualquer oferta, pois isso não vai
trazer felicidade para ninguém, nem a você e nem à equipe da qual faz parte. Certa vez,
uma pessoa que conheci pediu demissão e foi muito criticada por um amigo, a quem
respondeu: - Posso estar pulando no escuro, mas não estou desprotegida. Tenho meu
pára-quedas! São as minhas competências e minha vontade de mudar. Isso vale mais do que
um emprego garantido.
Se você não está utilizando todo seu potencial e não enfrenta um desafio que seja,
desista já e parta para a conquista de seu sonho. Invista em você, empreste suas
habilidades à organização, onde seu potencial poderá ser "espremido".
Temos que entender que o ser humano tem de ser S.A (você é o produto, a marca, o capital
e o serviço). Vence quem tem atributos e estilo de vida compatíveis com a empresa em que
trabalha.
Ao conversar com o Roberto, marido de minha amiga Marta, observei o quanto profissionais
excelentes sentem-se acuados em procurar suas verdadeiras vontades. As oportunidades
estão aí. No entanto, é fácil perceber a cegueira de quem só pensa: quero trabalhar.
Não, isso está errado. Você tem que desejar de verdade, estabelecer um objetivo.
"Quero trabalhar na empresa X, porque, se ela não existisse, gostaria de criá-la e
aplicar todo meu conhecimento", essa é a sentença correta.
Quando sabemos o que queremos, criamos um magnetismo, em que tudo começa a acontecer. E
não é sorte, é foco. São essas quatro letras que farão você aceitar o fato de que
pode ganhar mais do que seus familiares e amigos. Ajudarão a desenvolver as competências
necessárias para remar em águas turbulentas.
Por onde começar? Estabeleça um planejamento estratégico de como você vai se
administrar no mercado de trabalho, como poderá ser um produto desejado. Portanto, saiba
quem é você hoje, o que quer. Dessa forma saberá o que realmente vai oferecer e o que
procurar no mercado.
Para quem ainda acredita que querer é poder, um aviso: Vá à luta! Temos que aprender a
lidar com o mundo agitado, a enfrentar situações inesperadas e saber como subir no
cavalo novamente. Deixar de lado queixas e lamentações, parar de sentirmos pena de nossa
própria personalidade, acabar com as desculpas. Atitudes como essas nos farão felizes e
competentes.
Acredito que uma das maiores causas de estresse, fadiga e medo é a indecisão.
Percebo nas pessoas que conheço - e que considero bem resolvidas - calma, compreensão,
disponibilidade atenciosa dentro do limite, pois seguem o seu caminho determinadamente.
Por saber muito bem qual a sua missão, competências e habilidades, não tomam para si a
tarefa que é de cada um: descobrir o talento de ser feliz.
A busca do verdadeiro sentido da vida é um compromisso pessoal, intransferível, que vai
nortear a possibilidade de descobrirmos o caminho da nossa felicidade pessoal e da
humanidade. Quanto mais me comprometo comigo mesmo, mais me comprometo com os outros.
OBS.: Material retirado das palestras da autora no INSTITUTO MVC, Talento pra Ser Feliz, Um Novo Milênio, Uma Nova Empresa, Um Novo Ser Humano. www.institutomvc.com.br mvcmt@uninet.com.br .