A CRIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA COMO FONTE DE SUCESSO

Jorge Eduardo de Vasconcellos*

 Temos a consciência que o mundo está em constante mutação. O avanço assustador da tecnologia não vem sendo acompanhado pela maioria dos profissionais, sejam eles a nível operacional, técnico e absurdamente atinge até o nível gerencial. A única solução para este problema é o investimento maciço em educação.

O desenvolvimento tanto pessoal como organizacional somente acontecerá tendo como base o processo educacional.

Entendemos que um processo educacional é um instrumento estruturado e muito bem planejado para transmitir valores organizacionais e conteúdos "teóricos-práticos" que visam aumentar a qualidade e a produtividade dos funcionários.

No futuro, subsistirão apenas as organizações abertas a aprendizagem, onde seus principais executivos iniciarão um processo educacional visando o auto-desenvolvimento de seus profissionais capacitando-os para um futuro cada vez mais competitivo e tecnologicamente avançado.

Mas afinal como poderemos definir educação para um ambiente organizacional? Ato de transmitir conhecimentos que visem atingir as necessidades e objetivos da organização, criando consciência crítica para avaliar os processos e os ambientes organizacionais em que se encontram.

Para a organização a educação é de extrema importância, pois, o funcionário que possui essa consciência crítica se torna mais participativo e assim, pode influenciar no futuro da organização.

É de fundamental importância cultivar a educação como mola propulsora do desenvolvimento da consciência crítica e das potencialidades humanas e, cultivar o trabalho não como produtor de alienação, mas sim, como fonte de prazer de e de significação para o homem.

Henry Peter Broughman descreve de forma perfeita como a educação pode favorecer tanto a vida pessoal e a organizacional do indivíduo. "A educação torna a pessoa fácil de ser liderada, mas difícil de ser conduzida, fácil de se governar mas impossível de escravizar".

Fácil de ser liderada, pois o líder não manipula as pessoas e sim conta com elas para atingir resultados cada vez melhores. Difícil de ser conduzida, pois cada pessoa possui sua posição perante uma determinada situação e não se deixa conduzir por opiniões de outras pessoas. Fácil de se governar, quem governa precisa de apoio e de sugestões para melhorar a cada instante, e isso somente uma pessoa com consciência crítica pode agir assim. Impossível de se escravizar, uma pessoa com consciência crítica, movimenta-se contra qualquer atitude que venha a escravizar e a manipular as pessoas e muito pior movimenta outras pessoas em seu favor para ir contra a escravidão.

Assim, deixo um recado a todos os gerentes e diretores das empresas, o aumento da competitividade aliado ao contínuo e assustador avanço da tecnologia, devem fazer com que as empresas passem a se preocupar com o freqüente aperfeiçoamento de seus colaboradores.

Sendo assim, os executivos atuais voltados para o futuro competitivo deverão transformar as empresas em verdadeiros "educandários", onde o gerente será o educador, e os seus funcionários serão os educandos. Trazendo a tona o verdadeiro sentindo da educação, que é de desenvolver a capacidade física, intelectual, e moral do ser humano, levando este a se integrar e interagir com o meio que o cerca, podendo refletir criticamente sobre as mudanças ocorridas a sua volta e dessa reflexão tomar uma decisão e rumo a seguir.

Logicamente esta postura não será alcançada de uma hora para outra nas organizações, cabe aos profissionais de Recursos Humanos e verdadeiros agentes de mudança, fazer desse princípio uma realidade imprescindível para o sucesso das empresas.

* Pós-Graduando em Gestão de Recursos Humanos - UGF
Graduado em Administração de Empresas – UGF
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